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Programa Integrar para o Turismo - 2.ª Edição com novidades que reforçam impacto no setor

Formação

27.03.2026

Abrem em abril as 1000 vagas para a segunda edição do Programa de Formação e Integração de Migrantes, Requerentes e Beneficiários de Proteção Internacional e Beneficiários de Proteção Temporária, no Setor do Turismo. A iniciativa traz novidades como o aumento da duração dos estágios, o reforço de financiamento aos participantes, o reforço da componente das línguas e a introdução de um módulo de literacia financeira, entre outras. As alterações visam maximizar o impacto do programa e garantir respostas mais consistentes às necessidades dos participantes e das empresas. 

Esta nova edição justifica‑se pela contínua necessidade de recursos qualificados na indústria turística, pela evolução positiva da primeira edição e pelo crescente interesse demonstrado pela comunidade migrante em Portugal. 

O programa passa a contar com um novo parceiro estratégico, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que se junta ao Turismo de Portugal, à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e à Confederação do Turismo de Portugal (CTP). Este alargamento reforça uma parceria ainda mais próxima entre as entidades, que assumem um acompanhamento mais sistemático e articulado de todas as fases do projeto, com vista a potenciar o seu impacto, assegurando igualmente coerência e eficácia. 

O programa mantém como objetivo central a capacitação e integração de migrantes e beneficiários de proteção internacional no setor do turismo, através de formação especializada e de uma forte componente prática em contexto empresarial.  Esta iniciativa continua a afirmar-se como um instrumento estratégico para o desenvolvimento do setor e para a valorização das pessoas. 

Formação na Rede de Escolas do Turismo de Portugal e Estágios nas empresas 

O programa conta com três meses de formação na Rede de Escolas de Hotelaria e Turismo do Turismo de Portugal e três meses de estágio em empresas parceiras. O período de estágio foi alargado de um para três meses, desde logo em resultado das reais necessidades identificadas pelas empresas na primeira edição do programa. Por outro lado, ao permitir um período mais extenso de aprendizagem em contexto real de trabalho, aumenta as probabilidades de integração profissional bem-sucedida.  

A formação é ministrada nas 12 Escolas do Turismo de Portugal, onde os participantes vão desenvolver competências em comunicação, línguas, cultura portuguesa e técnicas específicas de restauração e alojamento, com um currículo adaptado às necessidades do setor. A componente formativa inclui diversas novidades, nomeadamente, o reforço da componente das línguas, a introdução de um módulo de literacia financeira e a introdução de uma componente de promoção da empregabilidade, com conteúdos relacionados com a preparação de CVs e entrevistas de emprego e legislação do trabalho, preparando os participantes para uma gestão mais autónoma da sua vida financeira e para decisões informadas no seu percurso em Portugal. O programa dispõe de apoio personalizado, incluindo bolsa, transporte e alimentação. 

Financiamento reforçado e nova plataforma de inscrição 

Há ainda a destacar o reforço do financiamento aos migrantes, uma vez que ao investimento que já era feito pelo Turismo de Portugal, se junta agora um apoio do IEFP. Este reforço, que resulta também do facto de os períodos de formação e de estágio aumentarem, concretiza-se num apoio que passa do valor equivalente a 4 IAS (Indexante de Apoios Sociais: valor de 522,50€ em 2025 e de 537,13€ em 2026) na 1ª edição, para um valor equivalente a 7 IAS nesta 2ª edição.

Desta forma garantem-se melhores condições de participação ao longo da formação e do estágio. Este apoio adicional procura reduzir constrangimentos económicos que muitas vezes dificultam o processo de integração, assegurando que todos os participantes têm condições reais para concluir o programa com sucesso. 

As alterações visam fortalecer o programa, tornando-o mais inclusivo, mais eficaz e melhor alinhado com os desafios identificados na edição anterior.

Adicionalmente, esta edição conta com uma nova plataforma de inscrição, disponível a partir de abril, que permite uma gestão mais eficiente, eficaz e integrada das candidaturas, alinhada com os restantes programas do Turismo de Portugal.

Carlos Abade, Presidente do Turismo de Portugal, destaca que, "a elevada adesão à edição inaugural demonstra que este é um Programa que responde às necessidades reais do país. Num período marcado por desafios demográficos e de recursos humanos em diversas áreas, esta iniciativa reforça a importância do turismo como motor de inclusão e desenvolvimento económico. É, sem dúvida, o firme compromisso do Turismo de Portugal em apostar na qualificação dos profissionais e em tornar o turismo um exemplo de integração."

Francisco Calheiros, Presidente da CTP, sublinha que “a CTP assinala o lançamento da 2.ª edição do Programa Integrar para o Turismo como um passo decisivo para o reforço da capacidade de resposta do setor aos desafios atuais do mercado de trabalho. O Programa constitui um exemplo concreto de como a articulação entre entidades públicas e privadas pode gerar soluções eficazes e com impacto real, promovendo simultaneamente a empregabilidade, a coesão social e a competitividade das empresas do setor." 

Pedro Portugal Gaspar, Presidente da AIMA, acresce “o Programa Integrar para o Turismo é, antes de mais, sobre pessoas. É transformar potencial em oportunidade e talento em resposta a necessidades reais do país. A AIMA, em parceria com o Turismo de Portugal, a CTP e, nesta 2.ª edição, também com o IEFP, reforça um modelo simples na sua ambição, porém exigente na sua execução: formar, capacitar e criar condições para empregos duradouros. Mais do que um programa, é um compromisso com uma integração com impacto, para as pessoas, para as empresas e para o país." 

Domingos Lopes, Presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, conclui “o IEFP associa‑se ao Programa Integrar para o Turismo para desenvolver formação específica e criar oportunidades no setor, promovendo a integração, a empregabilidade e a valorização profissional das pessoas migrantes, assumindo a formação profissional como motor de inclusão, formando todos para o trabalho."


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